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domingo, 26 de fevereiro de 2017

Houve uma vez em que quase senti que estava a percorrer um certo caminho pela última vez e quando parei para apreciar o momento, do meu lado direito, numa zona da cidade em que o dinheiro não abunda, estava uma parede recentemente caiada com a seguinte inscrição " em frente ao abismo, avancemos". 

Não foi de filme, estava lá mesmo, mas eu ia com pressa e suava das palmas e não tirei fotografia. Não pensei que fosse ficar para me lembrar. 

Escolhi esse nome para o nome do blogue, mas entretanto fartei-me. Para mim tornou-se banal, como ser alta e ter cabelo castanho.

Intermitência diz mais respeito ao que aqui publico, embora ultimamente pende para o mesmo lado...

Já não sei como dar a volta aos dias. Sinto que as minhas capacidades cognitivas foram irremediavelmente afectadas de uma forma que não sei explicar. Aquilo que estudo não fica; preciso de dar o triplo das horas para ter um resultado que qualquer um teria em meia hora. Ou emburreci ou enlouqueci de vez. Ainda hoje não sei como passei a 4 dos 5 exames onde pus os pés!

A noite tem em mim um efeito não mt diferente do efeito da manhã. Hoje fantasio que é a última vez que me deito; amanhã fantasio que é o último dia que tenho de viver; assim se vão passando os dias. Faço umas tartes, trato das roupas, cuido do cão, vivo, sempre, a querer morrer e só Deus sabe como dou a volta...

Aliás, nao dou. Fico-me. Fico aqui...

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Mais, dans certains cas, continuer, seulement continuer, voilà ce qui est surhumain
AC, La Chute