A dor conhecida que se centra no peito.
Não a usei (espero) para fugir da minha.
Enquanto segurava no garrafão, disse-me que já não tinha idade para «isto»... Soube, instantaneamente, a que se referia. Abstive-me de comentar de que nenhuma idade merece aquela dor...
No rosto sofrido, lágrimas por chorar.
Abriu o porta-bagagens, ajeitou o saco cheio e não aguentou mais, como nas tantas vezes em que antes de por a chave à porta, eu não aguentei...
Coloquei-lhe a mão sobre as costas, depois no cabelo, lembrando-me de como os velhos gostam de ser tocados - como a minha mãe me ensinou - tal é a falta de afecto recebido a partir de certa idade...(medo de os partir, do cheiro, da distância)?
Agarrei-lhe a mão, como se não fosse estranha, como a minha avó fazia quando eu era pequenina.
Deixei-a cheia de dor.
Deixamo-nos conter tanta solidão...
Sem comentários:
Enviar um comentário