Éramos seis de bibes azuis escuros, algumas desabotoavam-nos para mostrar a roupa nova...
A instrução simples: abraçem-se e riam.
Eu olhei para onde não havia máquina (nunca gostei de ser fotografada), as outras cumpriram.
Quinze anos depois, duas são médicas; uma, assistente social; outra, engenheira, duas enlouqueceram e pouco fizeram das suas vidas e eu nem perdi todo o juízo, nem sou, ainda, advogada...
Nada naqueles rostos fazia prever o actual desfecho... A mais maria-rapaz arranjou um namorado pintor; a mais tímida casou no Verão passado, a mais dotada não sabe distinguir a realidade da fantasia...
Não sei o que representem estas lágrimas que teimam a escorrer, nem para que servem nem porque não param.
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